De onde vêm as nossas algas?

As algas Kombu e Wakame conquistaram os corações dos nossos queridos fregueses. Despertam curiosidade e aqueles que as experimentam acabam por voltar às nossas lojas em busca de mais.

Por ser um dos produtos preferidos nas nossas lojas e por ter também conquistado espaço nos nossos pratos, dedicamos este artigo às algas. Estas preciosidades que o mar nos oferece são riquíssimas, do ponto de vista nutricional.

Pretendemos partilhar alguns dos seus “segredos” – Benefícios, propriedades, dicas de uso e receitas. Contaremos também de onde vêm as algas que disponibilizamos na Maria Granel.

Para isso, temos uma convidada especial, a Fernanda Lopes – representante da Algamar, nossa parceira e fornecedora destas delícias marinhas, que nos falará sobre as algas e como se dá o processo de produção até que elas cheguem fre às nossas lojas.

De onde vêm?

Tanto as nossas algas Kombu quanto as Wakame vêm de uma importante região espanhola (na Galiza), uma reserva destinada a conservar habitats e espécies selvagens ameaçadas de extinção. É num ecossistema diverso e protegido que se encontra este “jardim subaquático”, um dos ambientes marinhos mais ricos do mundo.

Fernanda conta que, curiosamente, a localização do “jardim”, em termos de latitude, é semelhante à da costa do Japão, um dos maiores produtores de algas do mundo. “A qualidade é também influenciada (positivamente) por estar numa região privilegiada que recebe constantemente correntes oceânicas que favorecem o “cultivo”. Além do próprio manejo que praticamos (artesanalmente) com todos os cuidados necessários”, explica ela.


Imagem: Algamar

Processo artesanal

Somos muito criteriosos com a escolha dos nossos parceiros / fornecedores. É fundamental que os nossos valores estejam alinhados, para que possamos (juntos) contribuir para as transformações que sonhamos ver no mundo.

É com muito orgulho que contamos que a “colheita” das algas acontece através de mãos cuidadosas, que as retiram do mar, frescas, as melhores são selecionadas para serem encaminhadas às câmaras de secagem de baixa temperatura, onde são desidratadas. O ar e os próprios sais marinhos acabam por preservar (naturalmente) as algas, que podem durar até três anos, bem como as suas propriedades nutricionais.


Imagem: Algamar

O encontro entre a Maria Granel e a Algamar deu-se logo nos primeiros meses de vida da nossa primeira loja, em Alvalade. E lá se vão quase cinco anos. “Para nós, é gratificante estarmos na Maria Granel, sentimo-nos muito bem representados. Admiramos o papel fundamental que a Eunice vem desenvolvendo no movimento “zero waste” em Portugal. As nossas missões estão, de facto alinhadas!”, diz Fernanda.

Outro motivo de orgulho para nós ao trabalhar com a Algamar é a forma responsável (socioambientalmente) como impactam o meio onde o cultivo acontece.

Além de consumirmos um alimento extremamente nutritivo, contribuímos (indiretamente) para que a comunidade local tradicional permaneça na região, sendo parte da cadeia produtiva das algas. Todos ganham – garante-se uma fonte de rendimento aos moradores, previne-se o êxodo rural, mantém-se a riqueza cultural e social da região e ainda temos acesso a algas de excelente qualidade!

Valor nutricional

Segundo pesquisadores da Universidade Complutense de Madri, todos os elementos de que os seres humanos precisam para se manterem saudáveis estão presentes nas algas.

Aqui ficam as suas principais propriedades:

É a maior fonte natural de minerais essenciais (cálcio, ferro, potássio, fósforo e magnésio) e oligoelementos (iodo, silício, zinco, manganês, cobre e selênio);

Contém proteínas de alto valor biológico;

Fontes de vitaminas A e C;

Por ser rica em fibras, sacia a fome e facilita o trânsito intestinal;

Fortalece ossos, cabelos e unhas;

Estimulam o metabolismo e a circulação sanguínea;

Controladoras do peso e ativadoras do sistema imunológico.

Fonte: Algamar

Dicas de uso

Devemos lembrar que as nossas algas estão desidratadas e que, por isso, quando absorvem a água, o seu tamanho pode aumentar 10 vezes. Consideraremos esse (pequeno detalhe) na sua preparação.

Alga Kombu – é altamente digestiva, ideal para cozinhar as leguminosas (tornam-nas muito mais macias e evitam a formação de gases intestinais). Podemos cozinhá-la também com os vegetais, neste caso devemos demolhá-la, a sua cozedura acontece entre os 30 e 45 minutos.


Imagem: Divulgação

Alga Wakame – Com um sabor suave, podem acompanhar as sopas ou serem preparadas junto com vegetais. Devemos demolhá-las durante uns 20 minutos e o tempo de preparação é de 15 a 20 minutos.


Imagem: Divulgação

Receitas a não perder!

Se chegamos até aqui, provavelmente já estamos convencidos que as algas são um alimento que deve entrar nos nossos pratos. Talvez, num primeiro momento, o desafio seja criar as receitas.

É simples! É possível encontrarmos no site da Algamar diversas receitas – simples e (muito) nutritivas, em que levam as diferentes espécies de algas, incluindo a kombu e a wakame.

Vamos a elas!

Legumes a vapor com alga Wakame

Produção: Algamar

Seitan com creme de cebola e alga Kombu

Produção: Algamar

Esperamos que com estas dicas você possa sentir-se inspirado a experimentar estas delícias marinhas. E se já é fã delas, conte-nos!

Fontes: Desafio Zero, Algamar, Instituto Macrobiótica